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Ajuste de perspectivas, parametrização de fluxos e alinhamento estratégico são tema de reunião dos Núcleos de Justiça 4.0 – Benefícios por Incapacidade em Curitiba (25/02/2026)

A Seção Judiciária do Paraná sediou, nesta quarta-feira (25), uma reunião presencial promovida pela Corregedoria Regional da Justiça Federal da 4ª Região para consolidar a reestruturação dos Núcleos 4.0 – Benefícios por Incapacidade. O encontro reuniu magistrados(as) e diretores(as) de Secretaria da Justiça Federal do PR, SC e RS vinculados a essas unidades (clique aqui para acessar os contatos dos Núcleos).
Coordenada pela desembargadora federal Salise Monteiro Sanchotene, Corregedora Regional da JF da 4ª Região, a reunião buscou definir estratégias de trabalho após a recente expansão e reestruturação dos Núcleos (NJ-BI). Participaram também os juízes federais Eduardo Tonetto Picarelli (Coordenador-Geral dos Núcleos) e Henrique Luiz Hartmann (Auxiliar da Corregedoria).

Os núcleos, criados em 2024, permitem processar e julgar ações de concessão ou restabelecimento de benefícios por incapacidade, com redistribuição automática dos processos das varas federais. Além de alinhar os procedimentos, houve debates no encontro sobre a sobrecarga de trabalho e o aperfeiçoamento da comunicação entre os núcleos, turmas recursais e centrais de perícias.

Como funcionam os Núcleos de Justiça 4.0

A tramitação ágil utilizada no âmbito dos núcleos baseia-se em fluxos automatizados e ferramentas digitais, modelo que vem sendo continuamente aprimorado. Entre os avanços desde 2024 estão a ampliação do número de juízos, a adoção de redutores de distribuição nas varas de origem e reuniões periódicas de alinhamento. Mais recentemente, o sistema passou por reestruturação para atuação exclusiva em regime de auxílio regionalizado, com redistribuição de acervos e fim da competência híbrida das varas vinculadas.

“Trata-se de um processo extremamente ágil que inclui a seleção e designação de magistrados titulares e suplentes, alvo de ajustes normativos e monitoramento de indicadores, de forma a se realizar o aprimoramento contínuo do modelo”, explica a Corregedora Regional da JF da 4ª Região, Salise  Monteiro Sanchotene. Ela salienta a importância da padronização de procedimentos e da agilidade trazidos pelo atendimento digital, que utiliza as plataformas Juízo 100% Digital e Balcão Virtual, a partir da integração com as Centrais de Perícias e CEJUSCONs.

Resultados do trabalho digital 

Os integrantes dos núcleos participam de reuniões periódicas, presenciais e virtuais, voltadas ao alinhamento de fluxos, padronização de procedimentos, integração com Turmas Recursais e Centrais de Perícias, além do aprimoramento no uso de ferramentas de inteligência artificial. Como resultado, houve avanços expressivos: a taxa de acordos subiu de 30% para 40%, o tempo médio dos processos com acordo diminuiu, o índice de recursos às Turmas Recursais manteve-se estável em cerca de 25%. O modelo dos Núcleos de Justiça 4.0 para Benefícios por Incapacidade já está sendo replicado em outros tribunais, com reavaliação prevista para junho de 2027.

Grupo de trabalho
Grupo de trabalho (Comsoc JFPR)