O acesso à sede da Justiça Federal em Porto Alegre, a partir de hoje (7/4), se dá através de uma nova entrada, no piso térreo, adequada aos requisitos de acessibilidade e projetada em um espaço modernizado para melhor receber usuários e trabalhadores. A iniciativa surgiu do movimento de reconstrução após a catástrofe climática de maio de 2024, sendo ampliado seu objetivo para, além de recuperar o local, torná-lo a principal recepção da instituição na capital gaúcha.
A inauguração do espaço aconteceu ontem (6/4), sob a condução da diretora do Foro da Justiça Federal do RS (JFRS), juíza Ingrid Schroder Sliwa, e contou com a participação do presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador João Batista Pinto Silveira; do procurador-chefe da Procuradoria da República no RS (PR/RS), procurador Felipe da Silva Müller; além de magistrados, servidores e representantes de outros órgãos.
A diretora do Foro da JFRS relembrou que o prédio da instituição foi inundado à altura de 1,30 metros e teve inúmeros prejuízos à sua estrutura e utilização do primeiro pavimento, incluindo máquinas, equipamentos e mobiliário. A administração anterior iniciou o expediente para, inicialmente, reformar o local para uso semelhante às condições pré-alagamento. Entretanto, ao longo da execução, o escopo foi ampliado com alterações no projeto para tornar o espaço o principal acesso ao prédio da Justiça Federal em Porto Alegre.
“A entrega mais cidadã, porém, está na promoção de igualdade de acesso à nossa casa, com significativos avanços relacionados à acessibilidade ao prédio e à sua área de recepção. A circulação estará mais fluida e o acesso aos elevadores facilitado. A partir de agora, o público (interno e externo) não dependerá de escadas para ingresso no prédio, com a remoção da barreira que desigualava e dificultava o trânsito de pessoas, observadas as normas de acessibilidade e inclusão”, destacou Sliwka.
Segundo ela, o espaço como um todo foi ressignificado, pois as necessidades mudam. “O aumento expressivo do número de unidades, a ampliação dos serviços prestados e a exigência tecnológica atual desafiam a Administração na promoção de otimização dos recursos espaciais e materiais, exigindo a modernização e o melhor aproveitamento dos espaços, tudo com o fim de viabilizar a melhor prestação jurisdicional”.
Em sua fala, o procurador-chefe da PRRS mencionou que a sede do Ministério Público Federal também sofreu com o evento climático, e que eles vivenciaram as mesmas dificuldades. “O que nos norteou na recuperação de nosso prédio foi não fazer uma mera recuperação. Vi que vocês fizeram isso também e fico muito feliz. Ficou muito melhor do que era antes, principalmente na questão da acessibilidade”, parabenizou.
Já o presidente do TRF4 destacou que a superação da catástrofe vivenciada no estado foi obtida através da união de esforços. “Quando a nossa sociedade sofre, nós temos que ir além da nossa missão, como todos os entes públicos, com todos os administradores, porque nós temos uma missão, que é resolver conflitos e, junto com os outros entes públicos, prestar serviços para a sociedade”. Ele ressaltou o projeto desenvolvido na nova recepção da Justiça Federal em Porto Alegre que, além do trabalho arquitetônico e funcional, o novo acesso ficou melhor que o anterior e apresenta a capacidade da instituição de dar a volta por cima e criar algo melhor.
Espaços modernizados
O projeto envolveu a participação de grande parte da área administrativa da JFRS para sua concepção e execução. Para garantir uma gestão dos recursos eficiente e responsável, foram utilizados materiais e revestimentos resistentes à umidade, com atenção também à responsabilidade socioambiental quanto aos insumos utilizados na obra e para o mobiliário instalado nos locais.
Para ingresso no prédio, a identificação do usuário frequente estará facilitada com os dispositivos de reconhecimento facial instalados junto às novas e modernas catracas. O novo acesso, além da recepção, contempla um bicicletário e a integral remodelação e modernização dos espaços destinados aos serviços internos de apoio: segurança, manutenção, limpeza e recepção.
Terceirizados
Além da nova recepção, também foram inaugurados ontem os novos espaços utilizados pelos funcionários terceirizados, oferecendo mais conforto e funcionalidade. Os antigos ambientes haviam sido destruídos com a inundação e eles estavam ocupando locais improvisados durante o período de execução da obra.
A diretora do Foro da JFRS apresentou as novas instalações, reconhecendo o trabalho executado por eles, especialmente o desenvolvido desde maio de 2024 até a reabertura da sede para o público externo. Ela ressaltou que eles fazem parte dessa história de reconstrução e de ressignificação desse espaço, agradecendo a compressão durante todo o período necessário para tornar os novos espaços adequados ao desenvolvimento de suas atividades.
O vice-diretor do Foro da JFRS, juiz Paulo Paim da Silva, também participou da inauguração, ressaltando a importância de todos para a concretização da missão da instituição e que, para isso, é justo que todos tenham o melhor espaço possível de trabalho.
Já o diretor da Secretaria Administrativa, servidor Anderson Alves Elesbao, pontuou a importância em fazer a inauguração primeiramente com os funcionários terceirizados. “Isso realmente é um recado de que o que importa nessa instituição são os nossos braços, nossas mãos, nossas vozes, os nossos olhares, o nosso cuidado, o nosso carinho pelo o que temos aqui, pelo o que a gente vê todos os dias vocês fazendo”.
Núcleo de Comunicação Social da JFRS (secos@jfrs.jus.br)

(Nucom/JFRS)

Diretora do Foro da JFRS (Nucom/JFRS)

Procurador-chefe da PRRS (Nucom/JFRS)

Presidente do TRF4 (Nucom/JFRS)

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